A Primark estende a parceria com a CottonConnect e a Self-Employed Women’s Association (Associação das Mulheres Trabalhadoras por Conta Própria) para apoiar 10 mil pequenas agricultoras na Índia

08 março 2016

A Primark anunciou hoje uma extensão de seis anos do seu Programa de Algodão Sustentável, uma parceria concebida para apoiar as mulheres de comunidades agrícolas tradicionalmente dominadas pelos homens em Gujarat, na Índia, para introduzir métodos agrícolas sustentáveis, melhorar as colheitas de algodão e aumentar os seus rendimentos.

Criado com especialistas agrícolas, a CottonConnect e a Self Employed Women’s Association (SEWA), o programa-piloto de três anos formou 1.251 pequenas agricultoras resultando num aumento médio dos lucros de 211%1, que muitas delas utilizaram para melhorar o bem-estar das famílias e para investir na educação dos seus filhos. Durante os próximos seis anos, o programa receberá mais 10 mil agricultoras, com as primeiras sementes semeadas pelas novas formandas em abril de 2016.

O Programa Algodão Sustentável da Primark assinala a primeira vez que a SEWA foi abordada para colaborar com uma marca ocidental e uma organização especializada em agricultura para concretizar mudança duradoura e sustentável. Ao longo dos últimos cinco anos, alguns estudos académicos globais revelaram que os programas agrícolas que envolvem efetivamente as mulheres podem aumentar significativamente a produção de algodão e acionar benefícios sociais transformadores.

As Nações Unidas estimam que a redução das desigualdades entre os sexos na agricultura globalmente geraria ganhos significativos para o setor agrícola e para a sociedade. Se as mulheres tivessem o mesmo acesso aos recursos produtivos como os homens, poderiam aumentar as colheitas das suas explorações em 20 a 30 por cento2. Um outro estudo pelo Instituto de Desenvolvimento Global em 2013 verificou que com rendimentos mais elevados, é maior a probabilidade de as mulheres e não os homens apoiarem o bem-estar das famílias e a educação dos filhos3.

Criado há três anos e apoiado pelas equipas de Comércio Ético e Sustentabilidade Ambiental da Primark na Índia, os peritos da SEWA registaram resultados significativos. No segundo ano, as agricultoras envolvidas no Programa de Algodão Sustentável da Primark registaram:

  • Um aumento médio dos lucros de 211%
  • Um aumento médio das colheitas de 12,6%
  • Uma redução dos custos de produção em 5%
  • Uma redução de 13,5% no uso de fertilizantes e uma redução de 53,5% no uso de pesticidas, indicando que estão a ser adotados métodos agrícolas ambientalmente sustentáveis
  • Uma diminuição do uso de água em 12,9%, indicando que estão a ser adotadas práticas de eficiência no consumo de água

A alavancagem das relações existentes da SEWA com as comunidades agrícolas locais foi fundamental para o êxito do programa desde o início. As reuniões organizadas em aldeias locais ajudaram as agricultoras a garantir o apoio dos seus maridos e dos membros da família do sexo masculino – muitos deles inicialmente céticos – para assegurar que estavam à vontade e confiantes na sua decisão de iniciar a formação.

Alison Ward, CEO da CottonConnect, disse: "Alcançar a igualdade entre os sexos e a emancipação das mulheres é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, mas nenhum Governo, ONG, instituição de solidariedade, empresa ou marca pode concretizar por si só a mudança positiva. Ao trabalhar com a equipa da Primark e a Self Employed Women’s Association, fomos capazes de desenvolver um programa único que aborda alguns dos desafios na consecução da igualdade entre os sexos nas comunidades agrícolas.

"Verificámos que as mulheres não participam em sessões de formação mistas4 quando disponibilizadas, desse modo, saber o que este Programa lhes trouxe contribuirá muito para a criação de uma vida melhor para elas e as suas famílias no futuro. Também é bom ver como os seus maridos estão orgulhosos pelo seu trabalho.”

Paul Lister, responsável pela Equipa de Comércio Ético da Primark, disse: "A Primark tem vindo a trabalhar arduamente na última década para garantir que os direitos dos trabalhadores no seio da nossa cadeia global de abastecimento são respeitados e a vida das pessoas que trabalham na indústria do vestuário em mercados emergentes muda à medida que a industrialização traz novos empregos e oportunidades.

"O Programa Algodão Sustentável começou com uma vontade de desenvolver um projeto que iria melhorar a produção de algodão sustentável e fazer uma diferença significativa para os produtores de algodão. Acreditamos que a parceria constitui a chave para concretizar a mudança em países em desenvolvimento como a Índia, razão pela qual abordámos a Self Employed Women’s Association e as apresentamos a peritos em agricultura sustentável, a CottonConnect. Os resultados excederam todas as nossas expectativas e estou feliz por termos a oportunidade de chegar a mais de 10 mil agricultoras durante os próximos seis anos.”

Reema Nanavaty, líder da Self Employed Women’s Association, disse: "Dar acesso às mulheres ao pleno emprego é uma das melhores formas para impulsionar a mudança social e económica. Razão pela qual trabalhamos com comunidades de toda a Índia para fazer exatamente isso.

“Através da parceria com a Primark e a CottonConnect temos sido capazes de ver o que é possível. Vimos as mulheres investirem os seus maiores rendimentos nas suas famílias - quer se trate de enviar os seus filhos para a escola, melhorar as suas condições de vida ou comprar e cozinhar mais alimentos nutritivos. Através deste programa pudemos fazer uma diferença relevante às vidas das pessoas e aguardamos chegar ainda a mais mulheres ao longo dos próximos seis anos.”


1 Dados de livros de campo recolhidos pela CottonConnect e a SEWA e comparados a um grupo de 50 agricultores de controlo que são representativos da indústria geral do algodão em Gujarat.

2 Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) ‘Men and Women in Agriculture: Closing the Gap 2011’.

3 Professor Barrientos, Professor de Pobreza e Justiça Social no Instituto de Desenvolvimento Global, Capturing the Gains, fevereiro de 2013.

4 Em média, as mulheres representam apenas 7% dos participantes em sessões de formação mista.


Notas para os editores

Acerca da Primark
A Primark foi criada pela primeira vez em Dublin, em 1969, e atualmente tem 299 lojas em todo o Reino Unido, Irlanda, Europa e EUA.

Como quase todos os outros retalhistas de moda, as roupas da Primark são feitas em países como o Bangladesh, a Índia, o Paquistão e a China. A Primark tem um código de conduta rigoroso concebido para garantir que as fábricas com quem trabalha respeitam os direitos dos seus trabalhadores. A equipa de comércio ético da Primark é composta por mais de 60 indivíduos que trabalham em toda a cadeia de abastecimento da Primark para garantir que são cumpridas as suas normas. Além de realizar mais de 2000 auditorias todos os anos para verificar que os trabalhadores estão a ser tratados adequadamente, a Primark tem sido um membro da Iniciativa Comércio Ético desde 2006 e atingiu o nível superior de Liderança na ICE, colocando-a ao lado da Marks & Spencer e da Gap.

A Primark também trabalha com parceiros locais na execução de programas e iniciativas de apoio às pessoas que fabricam os seus produtos. Por exemplo, a Primark está a trabalhar com a Business for Social Responsibility no HERHealth, um programa destinado a fornecer cuidados e educação de saúde a mulheres nos mercados em desenvolvimento. O programa observa um grupo de mulheres de cada fábrica selecionadas como Educadoras de Saúde entre Pares. Estas mulheres recebem formação e educação durante as horas de trabalho para poderem educar os outros positivamente. O DFID está atualmente a trabalhar com as duas organizações na formação de enfermeiras em fábricas no Bangladesh para alargar o impacto deste projeto. Através do HERHealth, mais de 800 formadoras receberam formação no Bangladesh, China, Índia e Myanmar, chegando a mais de 19 mil trabalhadoras.

Acerca da CottonConnect

A CottonConnect foi criada em 2009 e visa proporcionar uma abordagem orientada para o mercado que oferece oportunidades para os retalhistas e marcas, bem como os agricultores, de expandirem simultaneamente a oportunidade económica, reduzir a pobreza e proteger o meio ambiente. Para mais informações, visite www.cottonconnect.org.

Acerca da Self-Employed Women’s Association (SEWA)

A SEWA é um sindicato registado em 1972 para trabalhadoras por conta própria que ganham a vida através do seu próprio trabalho ou de pequenas empresas. Para mais informações, visite www.sewa.org.

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